O termo “Wahhabi” é frequentemente usado inapropriadamente para propósitos menos que honestos...
De forma lamentável, Hardy cai na mesma armadilha de apropriar ilicitamente este termo quando ele afirma que Osama Bin Laden é um “Wahhabi”: “Osama Bin Laden, nomeado pelos Oficiais Americanos como o suspeito principal dos ataques de 11 de Setembro contra a América, nasceu na Arábia Saudita e é um Wahhabi.”
O erro em que Hardy caiu aqui é que ele assumiu, que, visto que Bin Laden nasceu e cresceu na Arábia Saudita, isto exige de volta ele ser um “Wahahbi”. De facto, isto é uma conclusão superficial que tem sido mencionada repetidamente na média e merece ser refutada.
Osama bin Laden vem de uma família Iemenita que está baseada em Hadramaute, uma secção litoral de Iémen que está bem conhecida por ser a base da seita particular do Islam chamada Sufismo. O Sufismo pode ser brevemente resumido como sendo a antítese do “Wahhabismo”. O próprio Bin Laden não se preocupa com assuntos de fé (ou crença), e algumas das suas afirmações indicam que ele ainda confirma certas práticas Sufis. Ele abraçou também o Talibã como amigos íntimos e protectores, é bem sabido que a grande maioria deste grupo pertence ao Deobandismo, um movimento Sufi.
No entanto, uma diferenciação é feita entre demonstrar que Bin Laden reconhece certas práticas Sufis, e afirmar que ele é um absoluto Sufi. Dito de uma melhor forma, Bin Laden mostrou que ele não está preocupado com os mesmos assuntos de fé (ou crença) e adoração que um Salafi se preocuparia com, porque a seita a que ele pertence (Qutubismo) não faz distinção entre assuntos de fé (ou crença), desde que as pessoas adiram ao seu “movimento”.
Outro uso de um nome impróprio que tem sido também várias vezes repetido na média predominante é a noção que os Talibãs eram “Wahhabis”. Em Dezembro, no dia 10 de 2001, o escritor Ron Kampeas do jornal “The Washington Post” escreveu que o “Wahhabismo” é uma fé puritana que rejeita mudança. Uma marca (ou tipo) do Islam que dirige o Talibã...”
Isto é de facto outra grande inexactidão que indica que aqueles que repetiram estas afirmações abordaram estes assuntos intricados de um modo simplista.
Apesar do artigo de Roger Hardy da BCC ter o erro de afirmar que Osama bin Laden era um “Wahhabi”, ele, distinto de Kampeas, ficou limpo de repetir este erro quando endereçou o movimento Sufi Talibã:
- abreviado do livro: The "Wahhabi" Myth (por James Oliver)








